segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

“Olhai como crescem os lírios do campo......”


“Olhai como crescem os lírios do campo......”, Somente um personagem com olhar cheio de sensibilidade e amor, pode enxergar a beleza onde todos vêem o caos.

 Onde há morte, Ele vê vida plena.

 E nós o que vemos ao olharmos a periferia e principalmente os jovens que aqui sobrevivem? E até onde vai a nossa sensibilidade e amor?

Em uma rápida olhada podemos ver jovens que consideremos seres de outro mundo vestidos de forma inadequada que se reúnem em guetos para não fazer nada somente ouvir musicas que mais parece barulho.

Como se não bastasse apenas imaginar ou deduzir ainda emitimos nossas opiniões como se fossem verdades, condenamos os jovens a viver o hoje fazendo acreditarem que não haverá amanhã.

Dizendo a eles “não vão durar muito” “ não darão boa coisa na vida”, já os matamos antes mesmo de viverem.

Com um olhar mais atento talvez vejamos e escutemos o grito dos excluídos como ultimo suspiro pela vida, a juventude grita por seu lugar na sociedade, como força de trabalho, como consumidores, como cidadãos com seus deveres e direitos, não querem ser lembrados apenas como coadjuvantes, mas como protagonistas que tem vez e voz.

Vivemos em uma sociedade onde a impunidade reina e faz cresce a sede pela justiça mas das justiça que pune, não que educa, pois fugimos do compromisso da educação e de sermos educadores.

Cobramos responsabilidades dos jovens e os queremos prontos, porém nos omitimos do processo de formação do seu caráter, esquecemos que para ser o que somos hoje passamos por um caminhar adquirindo valores que nos acompanham para a vida toda.

Somos grandes defensores de varias causas nobres entre elas a questão ecológica que é crescente e importante nos dias de hoje, pensamos no planeta, nas formas de trabalho sustentável, preservação dos nossos rios, matas e animais, usamos até uma frase famosa para justificar a causa tão nobre, “que planeta vamos deixar para os nossos filhos”, mas há uma pergunta que insiste em ficar martelando minha cabeça, “que jovens vamos deixar para o nosso mundo”.

Não podemos deixar de olhar a realidade e usar da sensibilidade do amor para ver os lírios que crescem em cada canto da periferia pedem, clamam para ser cultivamos, adubados e recados, em cada rosto, em cada olhar dos jovens esta presente o sonho de uma vida digna, até quando vamos negar a realização deste sonho.

 

Vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério.

O jovem no Brasil nunca é levado a sério(...).

Sempre quis falar, nunca tive chance

tudo que eu queria estava fora do meu alcance(...).

(Charles Brown Junior – “Não é sério”)
 
Por: Rogério da Silva - Catequista

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